A Lagoa Systems estuda como o risco social, ambiental e climático muda a decisão empresarial, e constrói a inteligência que torna esse risco possível de medir, de rastrear até a fonte e de defender diante de um regulador. Da sala do conselho à carteira de um banco ou seguradora.
O economista Jeremy Rifkin propõe uma correção de rota. Achamos que habitamos um planeta de terra firme, quando vivemos em um planeta de água. A hidrosfera anima toda a vida e, sob um clima em aquecimento, está se desorganizando: enchentes, secas, ondas de calor, incêndios e tempestades fora de qualquer padrão histórico.
A virada que ele descreve é tratar a água como fonte de vida, e não como recurso a ser dominado, aprendendo a se readaptar à hidrosfera em vez de seguir tentando adaptá-la a nós. Para quem decide capital e operação, a pergunta deixa de ser quanto risco aceitar e passa a ser como operar dentro de um sistema que perdeu a estabilidade.
Jeremy Rifkin, Planet Aqua (2024)
A estrutura dos limites planetários, formulada por Johan Rockström e colegas, descreve nove processos que mantêm a Terra no estado estável em que a civilização se desenvolveu. É o espaço seguro de operação para a humanidade. A maior parte desses limites já foi rompida, entre eles a integridade da biosfera, o uso da terra, os ciclos de nitrogênio e fósforo e a água doce.
Empresas e instituições financeiras não operam à margem desse sistema. Operam dentro dele. Cadeias de valor, carteiras de crédito, ativos físicos e modelos de receita estão expostos a um terreno que mudou de regime. O risco que daí surge é ao mesmo tempo ambiental, climático e social, e raramente vem separado na vida real. Tratamos essas três dimensões como a variável que reordena as outras.
Johan Rockström et al., estrutura dos limites planetários
Um dado científico não chega pronto para uma decisão de conselho ou de comitê de crédito. Dependência de ecossistemas, impacto social, exposição a risco físico e de transição precisam ser convertidos em informação que auditoria, regulador e área de risco consigam ler. A TNFD organiza o vocabulário da natureza. O IFRS S1 e S2 tornam a leitura climática obrigatória para empresas. E o Banco Central, com a regra de risco social, ambiental e climático, faz o mesmo para o sistema financeiro, exigindo as três dimensões juntas.
É esse o trabalho da Lagoa. Cada conclusão vem acompanhada da evidência que a sustenta e do caminho que liga uma à outra, num formato que outra pessoa consegue reproduzir e que sobrevive a uma auditoria. Chamamos isso de inteligência auditável.
Risco climático, ambiental e social hoje: muitos requisitos, sem playbook nem histórico próprio.
Frameworks e auditoria legada aplicados para reduzir incerteza, mas com esforço artesanal.
Sem ordem aparente. As consequências chegam antes do entendimento.
Boas práticas estabelecidas. Regras claras, causa e efeito conhecidos.
A Lagoa Systems foi criada para levar uma demanda de negócio complexa até uma leitura clara.
Trabalhamos no terreno onde o risco climático, ambiental e social ainda não tem playbook, e devolvemos algo ordenado: uma análise que se entende, se reproduz e se defende. Fazemos isso como laboratório, com método próprio que aprende a cada cliente.
Tudo o que entregamos parte da mesma avaliação de risco social, ambiental e climático: risco físico, risco de transição, exposição geográfica, dependências de ecossistemas e fatores sociais, modelados com cenários e ancorados à fonte que sustenta cada conclusão.
Essa base alimenta diferentes decisões. A mesma análise que sustenta o relatório climático de uma empresa serve para precificar o risco de uma carteira de crédito ou de seguro. Muda a finalidade e o interlocutor, não o motor.
Risco físico, de transição e social para empresas, ativos, territórios e carteiras. Cenários climáticos, exposição geográfica, dependências de natureza e fatores sociais traduzidos em material de decisão, com a evidência registrada ao lado de cada conclusão. É a camada sobre a qual tudo o mais se constrói.
Cenários SSP, AdaptaBrasil, TCFD, TNFD, risco SAC do Banco Central.
A mesma avaliação organizada para o reporte de sustentabilidade, e usada também para o que poucos fazem: conferir o que já foi divulgado. A Lagoa conecta a análise aos requisitos do IFRS S1 e S2, aponta lacunas e cruza o que a empresa afirma com o que sustenta de fato, encontrando inconsistências que passaram pela auditoria, inclusive ao longo do tempo.
IFRS S1 e S2, CVM 193, Formulário de Referência, CDP, GHG Protocol.
A mesma avaliação a serviço de quem carrega risco e de quem transfere risco. Para um banco, fundo, seguradora ou resseguradora, mapeamos a exposição social, ambiental e climática de uma carteira em escala, mesmo quando a instituição só tem o CNPJ e a matriz, não os ativos espalhados pelo país, e lemos também os dados que ela já tem do cliente. Para uma empresa que vai renovar uma apólice, estruturamos a defesa técnica do seu próprio risco, com dados granulares, para negociar cobertura e prêmio em melhores condições. Em todos os casos, uma leitura auditável no formato que o interlocutor e o regulador esperam.
Risco SAC, GRSAC, análise de carteira, cat analysis, score por contraparte, suporte à renovação de apólice.
| Frente | Risco | Disclosure |
|---|---|---|
| Onde já atuamos | Em produçãoRisco climático | Em produçãoGap assessment S1 e S2 |
| O que estamos desenvolvendo | Em desenvolvimentoRisco SAC e risco de natureza (TNFD) | Em desenvolvimentoRedação de relatório S2 |
Uma demonstração do gap assessment de IFRS S1 e S2: a Lagoa percorre o conjunto de requisitos, aponta o que falta e mostra a evidência ao lado de cada conclusão. Avance pelos passos para ver o fluxo.
A demonstração interativa carrega diretamente no site publicado.
Abrir demonstração →Demonstração interativa. Use as setas para navegar pelos passos.
Evidência em cada ponto. Toda conclusão nasce ligada à fonte que a sustenta e ao requisito que ela atende. A trilha existe antes de alguém pedir. É o que separa análise defensável de opinião bem formatada.
Reprodutível, não opinativo. A mesma pergunta leva ao mesmo resultado, com a lógica aberta para inspeção. Onde a consultoria entrega um parecer, a Lagoa entrega algo que se verifica.
Limites declarados. Dizemos onde o método ainda não chega e o que os dados não sustentam. Reconhecer a incerteza é o que torna o resto confiável.
Time que já escalou. Gente que construiu e operou tecnologia em escala global, agora aplicada a um problema antigo de risco com método que o mercado de consultoria não tinha incentivo para criar.
A Lagoa foi fundada por Sergio VerdeSelva. Ao longo de quase duas décadas, ele construiu e escalou plataformas de tecnologia em grandes empresas globais, entre elas Google, Spotify e DAZN, na América Latina e na Europa, em funções de produto e operação durante fases de crescimento acelerado.
A virada para clima e sustentabilidade veio de uma inquietação concreta: ao olhar de perto, ficou claro que risco climático, ambiental e social deixou de ser pauta reputacional e passou a ser variável de planejamento, e que faltava quem traduzisse essa complexidade em algo que uma empresa, um conselho ou um banco conseguisse usar e defender. A Lagoa nasceu dessa lacuna. Sergio é Climatebase Fellow e participou do CVM LEAP, o ambiente de inovação regulatória da Comissão de Valores Mobiliários.
A experiência de escalar tecnologia em mercados diferentes é o que dá à Lagoa a leitura dupla que o problema exige: rigor de quem opera produto e dado em escala, e proximidade com a realidade regulatória brasileira.
Parte do que fazemos ainda não tem nome no mercado brasileiro. Participamos do CVM LEAP, o ambiente de inovação regulatória da CVM, e desenvolvemos métodos de avaliação de risco e governança que viram tanto produto quanto material citável.
Para nós, pesquisa cumpre uma função prática. Mantém o método honesto e nos coloca na mesa com regulador, academia e mercado antes de a categoria existir.
Procuramos parceiros de entrega, clientes dispostos a tratar risco climático como variável de decisão, e gente que une rigor técnico à vontade de construir o que não existe.